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A transformação de uma ideia em produto  – Parte 1: A Construção do Argos

A transformação de uma ideia em produto – Parte 1: nascendo e pivotando

 Um bom produto não nasce da noite para o dia. Quando o Argos surgiu, ainda como uma ideia dentro da PanOps, a gente não o enxergava como um produto do “estado da arte” em visão computacional, nem que ele teria tanta sinergia com as mais diversas atividades e setores.

Nesse primeiro momento, nós estávamos desenvolvendo um produto para atingir a maior capilaridade possível: qualquer pessoa teria acesso à Inteligência Artificial em imagem por meio do Argos. A ideia era simples e vinha da nossa parceira Um Telecom, um dos maiores provedores de conectividade e soluções digitais no Nordeste. O pensamento era: “Vamos construir um produto white label e oferecer para nossos parceiros comercializarem, utilizando toda capilaridade de nossa rede”. 

Primeira Versão 

Com essa premissa em mente, entregamos a primeira versão do produto. Poderíamos dizer que era uma versão de MVP (Mínimo Produto Viável), mas que já funcionava perfeitamente, como um DVR online. Nesta fase, o Argos salvava eventos de vídeo, notificava os clientes, demarcava áreas dentro da imagem. Mas, ainda assim, era a transformação de um produto físico para um produto digital. 

A ideia inicial, de vender esse produto por meio da nossa rede de parceiros, se revelou um grande desafio. Precisávamos criar um diferencial para deixar essas pessoas com os “olhos brilhando”, mesmo que, na aparência, ainda se mostrasse como “apenas” um DVR. Esse foi um ótimo insight, pois, mesmo com o Argos em sua capacidade plena, pudemos abrir o horizonte e enxergar outras possibilidades para ele. 

A primeira versão do Argos trazia a digitalização de alguns serviços do DVR

A partir desse ponto, com um produto que era capaz de capturar imagens, salvar na nuvem e reter pelo tempo necessário, fomos mais adiante, tornando-o ainda mais interessante para o mercado. É isso que muitos profissionais, especialmente, os gerentes de produto, costumam chamar de pivotar o negócio, ou seja, mudar a rota dele, de alguma forma. 

Assim, entendemos que o que havíamos desenvolvido para o Argos era uma ótima base para o futuro que queríamos traçar, e identificamos as mudanças necessárias. Foi desta forma que tomamos a melhor decisão possível: “entramos no mundo” do Machine Learning e da Inteligência Artificial

No próximo post mostraremos o que aconteceu com o Argos a partir deste ponto.

Até lá!